segunda-feira, 21 de julho de 2008

"Eternamente resposável por aquilo que cativas...." ?

Tive que aprender que relacionamentos terminam. Da pior maneira possível, ou não. Depende do ponto de vista. O amor acaba. As coisas não são tão boas assim. E a gente não é feliz pra sempre, nem quando pensa ser, nem quando deseja ser. Pessoas tem problemas. Relacionamentos são complicados. Surgem os defeitos. Alguns suportáveis, outros nem tanto. Outros é só má vontade da gente em aceitar mesmo. Somos todos egoistas e isso dificulta as coisas. Não estou falando especificamente sobre mim. Falo de você. Do seu vizinho. De todo mundo. O fato é que somos todos muito parecidos e previsiveis quando se trata de amor. Em algum determinado momento da vida procuramos desesperadamente a "outra metade". Em todos os caras que aparecem já planejamos alguma coisa, especialmente depois de alguma decepção. Mas as pessoas não estão alí para sastisfazer nossas expectativas, e na maior parte do tempo, não satisfazem mesmo. E aí acontecem que pessoas vão emboras. Ou não querem. Não gostam o suficiente. Ou até gostam, só não querem. Ou outra pessoa chegou primeiro. Daí vão embora levando todos os nossos planos, planos que só eram nossos.
Após alguns fracassos, temos a impressão de que alguma coisa está faltando, a gente só não sabe ao certo o que é. Mas alguma coisa está errada. Talvez a aparência. Ou o modo de agir. Ou as amizades. A maneira como trata as pessoas, enfim, procuramos procurar em nós o erro. Esquecendo, que ele possa estar na outra pessoa. Que todos somos falhos, inclusive os que amamos. Criamos teorias de como relacionamentos não funcionam e de como as pessoas são infinitamente boas na arte de te machucar. Buscamos relacionamentos superficiais, que não nos causem dores. Ou que não nos causem preocupações. Que não aja envolvimento. Que não cutuquem as feridas que estão latejando ainda. O que esquecemos é que é difícil uma relação verdadeira que não nos causem depência, porém, nada que me cause tanta necessidade pode me fazer tão bem assim. As pessoas desgostam. Eu também desgosto, e quando isso acontece eu simplesmente vou embora. Sem mais nem menos. Sem explicações. Sem despedidas. Aliás, se existe algo nessa vida que eu não sei fazer é me despedir. Vou embora. Pra evitar mais dor. Eu sou egoísta. Mas, acontece que não posso me responsabilizar pelos sentimentos dos outros. Já é difícil cuidar do meu, imagine cuidar do dos outros. É claro que somos responsáveis pelo que despertamos nas pessoas, mas não é culpa inteiramente de quem cativou. O coração sempre vai pertecer a você. Se você o entregou a alguém o risco é inteiramente seu. Não culpe os outros pelos seus atos. Não posso justificar as fichas que são apostadas em mim.
Lamento, mas não consigo lidar nem com os meus próprios sentimentos, tentar cuidar do dos outros seria locura.




"Desejo enfim que meu amor me reprima um pouco, e que me tolha as liberdades - esse vôo alucinante e sem rumo, anda me dando um cansaço danado."

E como cansa....

Um comentário:

katy disse...

Parabéns vc está escrevendo muito bem, vejo uma evolução nos seus textos. Mas acho que ficaria melhor se escrevesse um pouco mais na terceira pessoa. que tal...tente fazer um nesta linha, acho que se daria bem. bjos